Decididamente esta ano de 2010 é um ano malvado, e já perto do fim, traiçoeiramente, lá me levou mais um amigo.
Carlos Pinto Coelho tinha a bondade dos corações grandes,e talvez por isso ele lhe falhou. Era generoso, entusiasta, idealista até perto da ingenuidade, sempre com a cabeça a fervilhar de ideias e de projectos novos. Era um esteio e uma fonte de inspiração.
O Carlos era um dos (não muito numerosos) verdadeiros amigos das bibliotecas, em especial das bibliotecas públicas. Ponho de parte de propósito todo o muito que ele foi na sua área profissional e nos seus interesses pessoais, como a fotografia, pois o que me fica na memória e nos afectos é o seu permanente interesse e apoio militante à causa das bibliotecas.
Ele era da maior importância e muito hábil naquilo a que em inglês se chama "advocacy". Interessava-se, procurava saber pormenores, ouvia atentamente e valorizava, encorajava o nosso trabalho. Sabia que tinha uma imagem pública influente e sempre esteve disponível para a pôr ao serviço das bibliotecas, e em apoio do trabalho dos bibliotecários, que sei que admirava e respeitava. "Já sabe, quando precisar de alguma coisa..." era a frase a princípio surpreendente com que muitas vezes se despedia.
Sendo um comunicador dos maiores, a sua participação em qualquer sessão era garantia de um brilho, de um ambiente caloroso, de relações fortes que se estabelecem. Ele era alguém que sentíamos estar sempre "do nosso lado", mesmo quando tinha críticas a fazer, e fazia-as docemente e com respeito pelo interlocutor. De algum modo (e com toda a razão), sendo um homem da comunicação, fazia-nos seus colegas, sendo o inverso igualmente verdadeiro. Por isso não hesito em propor que ele seja proclamado bibliotecário honorário, o que sempre será nas nossas memórias e nos nosso afectos.
Quando cheguei a Évora, o Carlos foi uma das pessoas que mais abertamente e de uma forma permanente se mostrou disponível para ajudar a Biblioteca Pública. De vez em quando almoçávamos e trocávamos ideias sobre o que estávamos a fazer. Infelizmente, a partir de agora isso não vai ser mais possível. Malvado ano de 2010!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Carlos Pinto Coelho, o bibliotecário honorário
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Uma revista inspiradora
Numa fase em que muitas pessoas procuram temas para investigação com fins académicos ou outros, parece útil chamar a atenção para publicações na área de CID que podem ser fonte de inspiração para trabalhos a realizar entre nós.
Uma dessas publicações é "Ariadne", que se define a si mesma como um magazine publicado na web destinado aos profissionais de arquivo, bibliotecas e museus.
Fundada em 1996, o que lhe confere já uma notável longevidade, com uma periodicidade trimestral, esta revista tem um enfoque principal na área das tecnologias de informação, bibliotecas digitais e trabalho em rede um pouco por todo o mundo.
Destacam-se aqui alguns textos do último número (65, de Outubro 2010):
- From Passive to Active Preservation of Electronic Records
- Heather Briston and Karen Estlund provide a narrative of the process adopted by the University of Oregon in order to integrate electronic records management into its staff's workflow.
- Locating Image Presentation Technology within Pedagogic Practice
- Marie-Therese Gramstadt contextualises image presentation technology and methods within a pedagogic framework for the visual arts.
- Trust Me, I'm an Archivist
- Christopher Hilton, Dave Thompson and Natalie Walters describe some of the issues of engaging with donors when it comes to transferring born-digital material to the Library.
- Why UK Further and Higher Education Needs Local Software Developers
- Mahendra Mahey and Paul Walk discuss the work of the Developer Community Supporting Innovation (DevCSI) Project which focuses on building capacity for software developers in UK Further and Higher Education to support innovation in the sector.
- Academic Liaison Librarianship: Curatorial Pedagogy or Pedagogical Curation?
- Allan Parsons presents a strategic view of the need to develop the academic liaison librarianship role.
- What Is a URI and Why Does It Matter?
- Henry S. Thompson describes how recent developments in Web technology have affected the relationship between URI and resource representation and the related consequences.
- Developing Infrastructure for Research Data Management at the University of Oxford
- James A. J. Wilson, Michael A. Fraser, Luis Martinez-Uribe, Paul Jeffreys, Meriel Patrick, Asif Akram and Tahir Mansoori describe the approaches taken, findings, and issues encountered while developing research data management services and infrastructure at the University of Oxford.
- Moving Researchers across the eResearch Chasm
- Malcolm Wolski and Joanna Richardson outline an Australian initiative to address technology challenges within current research paradigmsLeia mais no sítio na Internet de Ariadne.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Muito preocupante
Massive cutbacks to library services begin
29.11.10 | Benedicte Page
Librarians have said they are “angry and depressed" at the wave of library cutbacks announced since the comprehensive spending review in October but feel “powerless" because they cannot speak openly about them. The Reading Agency director Miranda McKearney has called the scale of library job losses involved “scary".
At least 25 local authorities have announced new proposals for cost-cutting to their library services since the October review, with fresh details emerging almost every day. Because many of the proposals are provisional and involve different options, it is unclear what the exact number of individual libraries and librarian posts already at risk.
Last year the statistical body CIPFA, which measures library book lending, found that almost 1,000 librarians lost their jobs, with 24,765 left in their posts at the end of March 2010. But this year the downsizing could escalate, with some councils proposing a worst-case scenario loss of up to half their libraries, and recent proposals including the axing of 20 smaller libraries in Leeds, and up to 23 out of 42 libraries set to go in North Yorkshire. Further closures in Dumfries and Galloway and in Barnsley are among the latest announcements.
In Wiltshire some accounts suggest that just 10 librarians are intended to remain in place across the entire county, which has 34 libraries. A spokesperson for Wiltshire Council denied this was the case, but said that the council was “looking to get 240 managers out of about 550 across the council to apply for voluntary redundancy", and that library workers with management experience were among those receiving letters to that effect.
Some local authorities are following a trend called “management delayering", involving fewer lines of management between the chief executive and the front line, while others are employing “channel shift", automating as much of the council's contact with the public as possible, through the internet or call centres. It is believed that in some areas the entire library workforce has been told it is at risk.
Many library workers say they are unable to speak out because of fear they will lose redundancy payments if they breach confidentiality clauses in their contracts. One member of staff, who would only speak anonymously, said: “As angry and depressed as people are, when I raise the issue of why so many people in the profession are not talking to customers or the press about the dismantling of our services, people admit fear and powerlessness. There is great frustration that no one is taking the lead. I very much get the feeling that everyone is too fearful to stick their necks out as it would be professional suicide."
At The Reading Agency Miranda McKearney said: “What's clear is, lots of staff are going. One risk is that it is the specialist staff, the staff who push the reader development movement. In some authorities they are definitely being targeted." She added: “The worst I've heard of is that 60% of specialist staff [in one library service] are going. It's really scary."
A spokesperson for the Local Government Association (LGA) said: “Library services are a non-statutory service in that councils are not legally obliged to provide a library in every town. They have to provide a service, but there doesn't need to be a library—you could provide a mobile library, for example. Councils are legally obliged to provide other services, such as protecting vulnerable children and adults, and they are very expensive. We have a 28% reduction in funding over four years, so popular non-statutory services like libraries and leisure centres are being reduced. But it is very much a local decision and all councils will consult with local residents." The spokesperson added: “We have to be honest with people. We can't pretend we will be able to provide the same level of service in future."
Confidentiality agreements were part of the terms and conditions set by each individual council as an employer in its own right, the LGA spokesperson added.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Grupos focais na "Social Research Update"
Social Research Update é uma publicação trimestral do Departamento de Sociologia da Universidade de Surrey, em Guilford, Inglaterra.
No seu número 19 (Inverno de 1997) Anita Gibbs, do Centre for Criminological Research, da Universidade de Oxford, aborda a temática dos "Grupos Focais", um método de investigação então, como ainda hoje, pouco conhecido e pouco usado em Portugal.
Leia o texto completo aqui.
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Grupos focais,
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Métodos qualitativos
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
General Guidelines for Conducting Interviews
Introduction
Interviews are particularly useful for getting the story behind a participant's experiences. The interviewer can pursue in-depth information around a topic. Interviews may be useful as follow-up to certain respondents to questionnaires, e.g., to further investigate their responses. Usually open-ended questions are asked during interviews.
Before you start to design your interview questions and process, clearly articulate to yourself what problem or need is to be addressed using the information to be gathered by the interviews. This helps you keep clear focus on the intent of each question.
Veja mais em General Guidelines for Conducting Interviews
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Investigação qualitativa,
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Métodos qualitativos
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Rede Social trailer Oficial
domingo, 7 de novembro de 2010
Forum: Qualitative Social Research
FQS is a peer-reviewed multilingual online journal for qualitative research established in 1999. FQSthematic issues are published tri-annually. In addition, selected individual contributions and contributions to the journal's regular features FQS Reviews, FQS Debates, FQS Conferences and FQS Interviews are published as soon as they have undergone peer review.
FQS is an open-access journal, so all articles are available free of charge. Please register if you are interested in receiving information about new publications once they are posted online.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Investigar sim, mas longe de casa
Um colega e amigo comentou um post anterior em que eu defendia a vantagem de os estudantes de doutoramento ou mestrado escolherem temas para investigação que não estivessem directamente relacionados com os respectivos locais de trabalho. Argumentava que, pelo contrário seria positivo "um conhecimento profundo do contexto de funcionamento de um sistema, processo, etc."
Antes do mais agradeço ao Pedro Penteado ter-me respondido e discordado de mim. Estou convencido que só com discussão entre nós poderemos avançar alguma coisa na afirmação da nossa área científica.
Como a questão é interessante, e importante, e complexa, decidi fazer um novo post em vez de responder ao comentário dele.
No essencial, esta resposta constará da transcrição de um excerto de um dos poucos livros publicados em português sobre investigação qualitativa (Bogdan e Biklen, 1999). Mas antes disso, gostaria de fazer um pequeno comentário acerca do que é dito ser o "conhecimento profundo", dos respectivos locais de trabalho que supostamente beneficiaria a qualidade da investigação.
Ora se houve algo que aprendi com Barradas de Carvalho foi que não há nada mais ilusório do que o "conhecimento" obtido directamente através dos sentidos ou, digamos, da experiência e da prática diária. O que se obtém nestes casos são percepções muitas vezes ilusórias, que não resistem a uma simples reflexão epistemológica. Afinal, não nos diz a nossa experiência que a Terra é plana e o Sol se move à sua volta? E quantas vezes somos surpreendidos por conclusões que contrariam muito do que a nossa experiência diária nos levou a acreditar ser verdade. Isto para não entrar na própria discussão do que a verdade é ou não é...
E como pode um investigador livrar-se de suspeita de parcialidade, por exemplo ao analisar uma resposta a uma entrevista em que a prática do seu serviço é posta em causa? Como é sabido, à mulher de César não basta ser honesta. É que abundam por aí os "estudos" sobre serviços, que já li algures serem do tipo "olhem lá que bons que nós somos"!
Podem-se fazer estudos sobre os próprios serviços? Podem. Mas é preciso uma atenção especial e fazer um esforço suplementar para contornar os perigos de subjectividade e afinal provar que sim, é a mesma coisa, isto é foram feitos com todos os cuidados para assegurar critérios de confiança e credibilidade da investigação.
Muitos outros argumentos podem ser aduzidos em defesa da minha posição. Li sobre casos de pessoas que tiveram de optar entre mudar de emprego ou mudar de tópico.
Segue então a citação acima prometida, com uma recomendação para uma leitura se não de todo o livro pelo menos do capítulo completo "A escolha de um estudo" (pp. 85-88).
A segunda sugestão consiste na conveniência de não escolher um assunto em que está pessoalmente envolvido. Se ensina numa escola, por exemplo, não deve escolhê-la como local de pesquisa. (...) "Porquê? Não terei vantagens, em relação a alguém estranho se estudar a minha própria escola?Tenho relações excelentes e acesso garantido". Por vezes, isto pode ser verdade, e podem ser razões suficientes para ignorar o nosso conselho, mas, sobretudo num primeiro estudo, as razões para não o fazer são mais fortes. As pessoas intimamente envolvidas num ambiente têm dificuldade em distanciar-se, quer de preocupações pessoais, quer do conhecimento prévio que têm das situações. Para estas, muito frequentemente, as suas opiniões são mais do que "definições da situação", constituem a verdade.
Os outros protagonistas, no local onde efectua a sua pesquisa, se o conhecem bem, dificilmente o poderão considerar um observador imparcial. Mais facilmente o consideram como um professor ou membro de um grupo específico, como uma pessoa que representa determinada corrente de opinião e determinados interesses. Podem não se sentir à vontade para falar despreocupadamente como o fariam com outro investigador. Estudando a sua própria escola, por exemplo, um professor não pode esperar que o director discuta consigo objectivamente as suas opiniões acerca de outros colegas ou decisões que tomou no que diz respeito a contratações e despedimentos.
Conduzir uma investigação com pessoas que conhece pode ser confuso e embaraçoso. O treino de um investigador, mais do que a aprendizagem de competências e procedimentos específicos, consiste na análise de impressões acerca de si próprio e da sua relação com os outros. Implica que se sinta confortável no papel de "investigador". Se os objectos do seu estudo são pessoas que conhece, a transferência da sua personalidade própria para a de investigador faz-se de forma ambígua.
Apesar de lhe termos dado todos estes conselhos não é obrigatório segui-los de forma rígida. Você, principiante, pode achar que é suficientemente experiente ou que temcom os seus colegas uma relação tal que não vai ter de se preocupar com as questões referidas. Força! Pode tentar: se obtiver bons resultados, óptimo; se não o conseguir não lhe prometemos não dizer "já o tínhamos avisado".
Bogdan, R & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativaem educação : Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto : Porto Editora
Antes do mais agradeço ao Pedro Penteado ter-me respondido e discordado de mim. Estou convencido que só com discussão entre nós poderemos avançar alguma coisa na afirmação da nossa área científica.
Como a questão é interessante, e importante, e complexa, decidi fazer um novo post em vez de responder ao comentário dele.
No essencial, esta resposta constará da transcrição de um excerto de um dos poucos livros publicados em português sobre investigação qualitativa (Bogdan e Biklen, 1999). Mas antes disso, gostaria de fazer um pequeno comentário acerca do que é dito ser o "conhecimento profundo", dos respectivos locais de trabalho que supostamente beneficiaria a qualidade da investigação.
Ora se houve algo que aprendi com Barradas de Carvalho foi que não há nada mais ilusório do que o "conhecimento" obtido directamente através dos sentidos ou, digamos, da experiência e da prática diária. O que se obtém nestes casos são percepções muitas vezes ilusórias, que não resistem a uma simples reflexão epistemológica. Afinal, não nos diz a nossa experiência que a Terra é plana e o Sol se move à sua volta? E quantas vezes somos surpreendidos por conclusões que contrariam muito do que a nossa experiência diária nos levou a acreditar ser verdade. Isto para não entrar na própria discussão do que a verdade é ou não é...
E como pode um investigador livrar-se de suspeita de parcialidade, por exemplo ao analisar uma resposta a uma entrevista em que a prática do seu serviço é posta em causa? Como é sabido, à mulher de César não basta ser honesta. É que abundam por aí os "estudos" sobre serviços, que já li algures serem do tipo "olhem lá que bons que nós somos"!
Podem-se fazer estudos sobre os próprios serviços? Podem. Mas é preciso uma atenção especial e fazer um esforço suplementar para contornar os perigos de subjectividade e afinal provar que sim, é a mesma coisa, isto é foram feitos com todos os cuidados para assegurar critérios de confiança e credibilidade da investigação.
Muitos outros argumentos podem ser aduzidos em defesa da minha posição. Li sobre casos de pessoas que tiveram de optar entre mudar de emprego ou mudar de tópico.
Segue então a citação acima prometida, com uma recomendação para uma leitura se não de todo o livro pelo menos do capítulo completo "A escolha de um estudo" (pp. 85-88).
A segunda sugestão consiste na conveniência de não escolher um assunto em que está pessoalmente envolvido. Se ensina numa escola, por exemplo, não deve escolhê-la como local de pesquisa. (...) "Porquê? Não terei vantagens, em relação a alguém estranho se estudar a minha própria escola?Tenho relações excelentes e acesso garantido". Por vezes, isto pode ser verdade, e podem ser razões suficientes para ignorar o nosso conselho, mas, sobretudo num primeiro estudo, as razões para não o fazer são mais fortes. As pessoas intimamente envolvidas num ambiente têm dificuldade em distanciar-se, quer de preocupações pessoais, quer do conhecimento prévio que têm das situações. Para estas, muito frequentemente, as suas opiniões são mais do que "definições da situação", constituem a verdade.
Os outros protagonistas, no local onde efectua a sua pesquisa, se o conhecem bem, dificilmente o poderão considerar um observador imparcial. Mais facilmente o consideram como um professor ou membro de um grupo específico, como uma pessoa que representa determinada corrente de opinião e determinados interesses. Podem não se sentir à vontade para falar despreocupadamente como o fariam com outro investigador. Estudando a sua própria escola, por exemplo, um professor não pode esperar que o director discuta consigo objectivamente as suas opiniões acerca de outros colegas ou decisões que tomou no que diz respeito a contratações e despedimentos.
Conduzir uma investigação com pessoas que conhece pode ser confuso e embaraçoso. O treino de um investigador, mais do que a aprendizagem de competências e procedimentos específicos, consiste na análise de impressões acerca de si próprio e da sua relação com os outros. Implica que se sinta confortável no papel de "investigador". Se os objectos do seu estudo são pessoas que conhece, a transferência da sua personalidade própria para a de investigador faz-se de forma ambígua.
Apesar de lhe termos dado todos estes conselhos não é obrigatório segui-los de forma rígida. Você, principiante, pode achar que é suficientemente experiente ou que temcom os seus colegas uma relação tal que não vai ter de se preocupar com as questões referidas. Força! Pode tentar: se obtiver bons resultados, óptimo; se não o conseguir não lhe prometemos não dizer "já o tínhamos avisado".
Bogdan, R & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativa
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Guia de Apoio à Publicação
Parabéns e obrigado aos Serviços de Documentação e Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto pelo excelente Guia de Apoio à Publicação que disponibilizam no sue sítio na Internet.Estes serviços elaboraram um conjunto de conteúdos para orientação de quem pretende publicar na FEUP. Assim, este guia divulga um conjunto de boas práticas formais e éticas associadas à publicação, para apoio à comunidade académica.
Os conteúdos aqui desenvolvidos vão desde a preparação dos conteúdos a publicar, abordando genericamente aspectos metodológicos e formais, à selecção da fonte onde publicar, fazendo referência a questões relacionadas com o processo de publicação, como políticas editoriais, processo de peer-review, direitos de autor, política de acesso livre, etc.. Não se pretende ser exaustivo mas sim realçar alguns aspectos essenciais que sirvam como ponto de partida para quem se inicia neste processo, independentemente do tipo de documento que se pretende publicar.
Pretende-se, por outro lado, que os conteúdos incluídos neste guia possam ser comentados e melhorados num processo participado pela comunidade, usando as facilidades proporcionadas pela plataforma que gere estes conteúdos (wiki)
Os conteúdos aqui desenvolvidos vão desde a preparação dos conteúdos a publicar, abordando genericamente aspectos metodológicos e formais, à selecção da fonte onde publicar, fazendo referência a questões relacionadas com o processo de publicação, como políticas editoriais, processo de peer-review, direitos de autor, política de acesso livre, etc.. Não se pretende ser exaustivo mas sim realçar alguns aspectos essenciais que sirvam como ponto de partida para quem se inicia neste processo, independentemente do tipo de documento que se pretende publicar.
Pretende-se, por outro lado, que os conteúdos incluídos neste guia possam ser comentados e melhorados num processo participado pela comunidade, usando as facilidades proporcionadas pela plataforma que gere estes conteúdos (wiki)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Como fazer uma proposta de investigação
Com frequência se colocam muitas dúvidas sobre o que deve constar numa proposta de investigação.
Seguem-se duas propostas de estrutura que não são rígidas e devem ser consideradas como uma orientação. Em todo o caso, os elementos mencionados devem constar da Proposta de Investigação, e para um esclarecimento completo, recomenda-se a consulta da bibliografia fornecida, particularmente dos capítulos que abordam este assunto.
ESTRUTURA A (mais detalhada)
Título
Introdução
Fins e objectivos da investigação
Revisão da literatura
Plano da investigação
Método(s)
Técnicas de recolha de dados
Instrumentos da investigação
Amostra
Procedimentos para o processamento e análise dos dados
Resultados esperados
Dificuldades esperadas
Limitações impostas pelo plano
Problemas logísticos
Considerações éticas
Cronograma
ESTRUTURA B (mais genérica)
Título
Introdução
Fins e objectivos da investigação
Revisão da literatura
Método(s) de investigação
Considerações éticas
Cronograma
Apresentação
Tenha cuidado e faça uma apresentação profissional da sua proposta. Uma proposta bem apresentada, que mostre ter sido reunida com cuidado e rigor causará muito melhor impressão do que uma que pareça ter sido acabada à pressa a caminho do trabalho.
Bibliografia
Bell, J. (1997). Como fazer um projecto de investigação. Lisboa : Gradiva,
Bryman, A (2008). Social research methods. 3rd. ed. Oxford : Oxford University Press
Moore, N. (2006). How to do research : A practical guide to designing and managing research projects. 3rd. ed. London : Facet Publishing
Pickard, A. J. (2007). Research methods in information. London : Facet
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