quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Libraries switch on to electronic lending with eBook scheme - Scotsman.com News
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Bruna passou a exercer a actividade de bibliotecária no arquivo da câmara, supervisionada por um técnico superior
terça-feira, 18 de maio de 2010
Videojogos e Web 2.0: Desafios para a formação dos bibliotecários
20 de Maio de 2010,
Auditório do Goethe-Institut Portugal
Entrada gratuita mediante inscrição
Veja mais informação AQUI
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Solidariedade com a Biblioteca Nacional de Espanha
Las consecuencias del descalabro de la Biblioteca Nacional no serán visibles inmediatamente, salvo la aparentemente inminente dimisión de su magnífica directora, Milagros del Corral, que tomará dicha decisión, a pesar de las contraofertas del Ministerio, "por razón de prinicipios". Sin su motor dinámico de estos últimos años, su directora, cuyo impulso innovador y creativo ha convencido a muchos, seducido a todos los amantes de la cultura y del libro, y logrado un protagonismo excepcional para la institución, la Biblioteca Nacional puede perder lo que ha logrado con esfuerzo para quedar en manos de burócratas de ministerio.
Este grupo pretende manifestar el apoyo y solidaridad de todos los amantes del libro y la cultura con una de las instituciones más emblemáticas de la Cultura de este país, de Europa y de toda Hispanoamérica, y a su directora, una profesional como la copa de un pino que ha demostrado con su buen hacer que la Cultura es la puerta abierta a la solidaridad, a la libertad de pensamiento y al hermanamiento de las culturas.
NOTICIA COMPLETA:
Se suprime la Dirección General de la Biblioteca Nacional de España
El Consejo de Ministros aprobó, el pasado viernes 30 de abril, la racionalización de estructuras en la Administración General del Estado, que implica una reducción de altos cargos, así como la reordenación del sector público empresarial con el objetivo de incrementar su eficiencia y reducir el déficit público.
La reducción de 32 altos cargos afecta a 8 directores generales, entre los que se encuentra la Directora General de la Biblioteca Nacional de España.
Milagros del Corral, tras la entrevista celebrada a última hora de la mañana de hoy con la ministra de Cultura, Ángeles González Sinde, en un encuentro que ha calificado como "muy cordial", agradeció el apoyo manifestado por la ministra y se mostró dispuesta a continuar en su puesto hasta que culmine el proceso de transición
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Vamos discutir as conclusões do X Congresso?
terça-feira, 27 de abril de 2010
Estão já disponíveis as Conclusões do X Congresso BAD
Veja as Conclusões e Recomendações completas no sítio na Internet da BAD.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Carl Sagan sobre livros e bibliotecas
Os livros permitem-nos viajar através do tempo, de beber na própria fonte o saber dos nossos antepassados. A biblioteca põe-nos em contacto com as concepções e o saber, a custo extraídos da natureza, das maiores mentes até agora existentes, com os melhores professores, provindos de todo o planeta e de toda a nossa história, para nos instruírem sem nos fatigarmos e para nos inspirarem a dar a nossa contribuição ao saber colectivo da espécie humana. As bibliotecas públicas dependem de contribuições voluntárias [Note-se que esta referência, se pode ser correcta para os EUA, não se aplica a muitos outros países, nota minha] Considero que a saúde da nossa civilização, a profundidade da percepção que temos das bases de apoio à nossa cultura e o nosso cuidado relativamente ao futuro podem ser medidas pelo tipo de apoio que damos às nossas bibliotecas. [negrito meu]
Tributo a Carl Sagan e a “Cosmos”, no dia 22 de Abril, Dia da Terra

Esta é a minha contribuição para a Maratona de Leitura que a Biblioteca Pública de Évora está a promover no Facebook. Aqui fica também o convite para a vossa participação.
Tenho a 1ª edição portuguesa, de 1985 (já lá vão 25 anos!), do “Cosmos” de Carl Sagan. É um dos livros mais bonitos que já li, juntando um incontestado rigor científico a uma escrita elegantíssima, numa prosa que por vezes rompe as barreiras dos géneros e nos delicia pelo ritmo, pela alegoria, enfim, pela poesia. ”Cosmos” é felizmente um daqueles livros, não muito frequentes, que nos levantam dificuldades à separação tantas vezes artificial entre “leitura informativa” e “leitura por prazer”.
Gosto de “Cosmos” por várias razões, e uma delas, não pouco importante, é o valor que Sagan atribui ao conhecimento e às bibliotecas como guardiãs e transmissoras do conhecimento. Ainda não era bibliotecário quando li o livro, e não sei até que ponto ele terá sido importante na mudança profissional que depois fiz. O que é certo é que Sagan atribui um valor às bibliotecas para a própria existência da humanidade que muito contribui para o orgulho que sinto na profissão que exerço. Mas sobre isto escreverei noutra altura, com algum detalhe, buscando e citando as respectivas referências.
Por agora sublinharia outra faceta de “Cosmos”, e outra influência que ele teve - e tem - sobre mim. A obra dá-nos uma perspectiva de tempo e de espaço, que nos (re)coloca na nossa verdadeira dimensão. Isto é, somos um grão de areia, um nano-micro-segundo no universo e no devir. E tudo isto nos levará a relativizar a nossa vida e o nosso orgulho, mas também a nossa dor e o nosso sofrimento.
Aproveitando o facto de estar a escrever no dia da Terra, concluo sublinhando a chamada de atenção permanente de Sagan para a nossa responsabilidade para com o nosso planeta, a nossa casa. Ela é tão pequena, tão frágil, e nós, humanos, parecemos ser a maior ameaça que sobre ela pesa. O que não impede Sagan de ser optimista e de ter uma visão muito positiva da humanidade.
Aqui fica um pequeno extracto de “Cosmos” de Carl Sagan:
“O Cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. A mais insignificante contenmplação do cosmos emociona-nos – provoca-nos um arrepio, embarga-nos a voz, causa-nos a sensação suave de uma recordação distante. (…)
“O tamanho e a idade do cosmos ultrapassam a comum compreensão humana. Perdida algures entre a imensidão e a eternidade fica a nossa minúscula casa planetária. Numa perspectiva cósmica, a maioria dos interesses humanos parecem insignificantes, até mesquinhos. E todavia a nossa espécie é jovem, curiosa, corajosa e mostra-se prometedora. Nos últimos milénios fizemos as mais surpreendentes e inesperadas descobertas sobre o cosmos e o lugar que nele ocupamos. Estas descobertas recordam-nos que os homens evoluíram para descobrir que o conhecimento é um prazer, que o saber é uma condição indispensável à sobrevivência. Acredito que o nosso futuro depende da forma como viermos a conhecer este cosmos em que flutuamos como um grão de pó no céu matinal.
“Essas explorações exigiram cepticismo e imaginação. A imaginação transporta-nos com frequência a mundos que nunca existiram, mas sem ela não vamos a parte nenhuma. O cepticismo permite-nos distinguir a ficção da realidade e pôr à prova novas teorias. O cosmos é duma incomensurável riqueza – na perfeição dos seus elementos, na elegância das suas correlações, na subtileza do seu impressionante mecanismo.”
terça-feira, 20 de abril de 2010
Biblioteca Pública de Évora faz Maratona de Leitura no Facebook
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Mais notas do Congresso
Gostaria de acrescentar duas notas ao meu post anterior, uma positiva outra negativa, resultantes da vivência do X Congresso BAD.
Começando pela nota positiva. Verifica-se claramente a participação no Congresso de colegas relativamente mais jovens, muito entusiastas com a profissão, muito participativos e actuantes, gente com muita qualidade. Muitos são naturalmente os paladinos da biblioteca 2.0, mas outros há, talvez mais discretos, que mostram igualmente serem gente muito competente e com cabeças excelentes.
Sem paternalismo de nenhuma espécie gostaria de manifestar a minha satisfação e o grande prazer que sinto ao ver jovens colegas, mostrando uma grande paixão pela sua profissão, de que são realmente militantes empenhados. E manifesto a esperança numa renovação desta profissão, que, também a mim, me dá grande orgulho praticar.
Agora a nota negativa, ainda mais gritante depois do que escrevi no parágrafo anterior. Em diversas circunstâncias no Congresso e na Assembleia Geral da BAD (re)emergiu o problema já antigo das qualificações profissionais de pessoas nomeadas para desempenhar cargos técnicos na área das bibliotecas e arquivos ou de direcção, sem terem as qualificações necessárias (curso de especialização ou mestrado).
O problema está longe de ser novo, mas a legislação das carreiras da função pública, em vigor desde os anos 90 até há pouco tempo, criou um certo enquadramento que pelo menos obrigava à posse da especialização para concorrer a lugares do quadro. Por extensão também os lugares de chefia foram, salvo algumas excepções, sendo ocupados por profissionais especializados. Parece que este mundo como o conhecíamos acabou com a Lei Nº 12-A de 2008, e são cada vez mais frequentes as notícias de cargos técnicos e de chefia que são ocupados por técnicos superiores sem qualquer formação na área de bibliotecas e arquivos.
Durante o Congresso, protestámos e aprovámos moções, e devemos continuar a estar muito atentos e a denunciar todas as situações em que lugares de bibliotecários e arquivistas sejam ocupados por técnicos sem formação especializada. Não se consegue compreender, parece-me aliás absolutamente irracional, que Estado e autarquias possam escolher profissionais competentes e qualificados e, em vez disso, prefiram generalistas sem competência técnica para o trabalho que é esperado que façam.